Após mudar de nome, ex-ator da Globo vai morar em ônibus em Goiás



Após mudar de nome no fim de 2024, o ator que ficou conhecido na televisão como Igor Angelkorte continua vivendo uma fase de transformações. Aos 38 anos, agora identificado como Angel Ferreira, ele deixou o Rio de Janeiro e escolheu Cavalcante, no norte da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, para viver.

No município, o artista transformou o chassi de um ônibus em sua nova casa. Como o local não conta com acesso às redes públicas de energia e esgoto, foram necessárias algumas adaptações. Entre elas está uma fossa feita com bananeiras. O ator também não possui geladeira e afirma priorizar o contato com a natureza. Ao redor do imóvel, planta árvores frutíferas.

Registros publicados por Angel Ferreira no Instagram mostram o interior do ônibus que passou a ser seu lar. Nas imagens, aparecem objetos como filtro de barro, cadeira de praia e rede.

A mudança, porém, não significa que o ator tenha se isolado. Angel vive a cerca de dez minutos de um centro urbano, atua como gestor cultural na região e continua viajando com a peça “Sidarta”, monólogo que atualmente está em cartaz em São Paulo.

A casa também se tornou um espaço de convivência. Segundo o próprio ator, amigos e amigas costumam visitá-lo, enquanto algumas pessoas chegam a acampar no local. Artistas também passam pela residência.

“Minha casa está sempre aberta. Sempre chegam amigos, amigas. Às vezes o pessoal acampa por aqui. Recebo muitos artistas também. A casa acabou se tornando quase um espaço de cultura. Volta e meia alguém está de passagem, dorme aqui e seguimos convivendo. Então estou sempre acompanhado”, contou Angel ao site Heloisa Tolipan.

Por que ele mudou de nome

Antes da mudança, Angel fez carreira na televisão como Igor Angelkorte e participou de novelas como “Além do horizonte”, “Babilônia” e “Terra e paixão”.

Segundo o próprio ator, a alteração do nome fez parte de um processo de autoconhecimento. O período coincidiu com a repercussão de um desabafo feito em 2024, quando revelou a baixa presença de público nas apresentações de “Sidarta” durante a temporada no Rio. Depois da declaração, as sessões começaram a receber mais espectadores.

“Fui experimentando outros heterônimos e brincando de assinar de outras formas. Comecei a brincar com meu nome e a de novo pensar que tem alguma coisa que morreu em mim nos últimos anos, algum estado de ser. Como uma lagarta que passa pela crisálida e se torna uma borboleta e já não se chama mais lagarta”, explicou Angel na época.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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