Com personagens rasos, “Dentro da Baleia” acerta como experiência sufocante


“Dentro da Baleia” é um dos filmes mais claustrofóbicos que eu já assisti. Drama de sobrevivência ancorado no mais improvável dos cenários, o trabalho do diretor Brian Duffield (do igualmente sufocante “Ninguém Vai te Salvar”) é centrado em Jay, personagem de Austin Abrams (ainda em cartaz com “Resident Evil”). Ao mergulhar em busca dos restos mortais de seu pai, ele é engolido por uma baleia-cachalote.

Por trás da situação extrema, “Dentro da Baleia” costura uma história de culpa, de relações familiares imperfeitas e da engrenagem do mais puro acaso. Desde jovem Jay sente a pressão exercida por seu pai, Mitt (um bom trabalho de Josh Brolin), mergulhador que vive por sua conexão profunda com o mar – laço que inexiste no trato com o filho.

Um incidente afasta Jay de seu pai, então já diagnosticado com câncer, e a cisão parece definitiva. Para partir em seus termos, Mitt se deixa engolir pelo mar, ceifando a própria vida. Um ano depois da tragédia, a culpa pela distância, emocional e geográfica, impele Jay a voltar para casa, pegar seu equipamento e mergulhar em busca do pai em seu túmulo submarino. Ele não contava, claro, com a ação violenta da natureza.



Fonte: Uol

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *