No meio da empolgação do pré-jogo do Brasil contra o Japão, o “Encontro com Patricia Poeta” não se posicionou corretamente contra com um caso de racismo durante uma entrada ao vivo do repórter Ivo Madoglio. Ao questionar torcedores sobre as expectativas para a partida, dois deles dispararam declarações que reforçam estereótipos a respeito de japoneses, como “japonês tem olho fechado” e “o Brasil vai fazer os japoneses abrirem o olho”.
Visto como brincadeira inofensiva por boa parte da população, esse tipo de ofensa tem nome: racismo recreativo, um comportamento hostil que se utiliza do “humor” para estigmatizar e inferiorizar minorias. A falta de letramento racial dos profissionais do “Encontro com Patrícia Poeta” fez com que essas falas preconceituosas e equivocadas não fossem devidamente corrigidas no momento em que foram proferidas.
Como um grupo de comunicação que tem prezado pela diversidade nos últimos anos, a Globo precisa estar atenta a esse tipo de discriminação, já que há uma grande comunidade de descendentes de asiáticos no país que são frequentemente vítimas de piadas que debocham de traços físicos e da dicção dessas pessoas.



