“Apesar de o crime ter acontecido em 2012, a gente vivia uma sociedade completamente diferente do que a gente tem hoje. Os debates são outros. E foi isso que nos interessou: a possibilidade de discutir assuntos como violência e relacionamentos tóxicos a partir do ponto de vista feminino”, explica a roteirista.
Raphael Montes, já conhecido por seus trabalhos no gênero de true crime (como “Bom Dia, Verônica” e os filmes sobre o caso Richthofen), ressalta que o objetivo era entrar na mente de Elize, equilibrando as dualidades de sua vida.
O autor destaca o esforço para não criar respostas fáceis ou romantizar os acontecimentos.
Era importante equilibrar os dois lados. O lado de uma mulher que vem de uma cidade pequena, teve uma adolescência traumática, vai para a cidade grande e conhece esse homem de um mundo dos sonhos. E, ao mesmo tempo, contar a história de uma mulher que mata e esquarteia o marido, despista a polícia e mente para a família.
A crueldade dos fatos e a atuação de Lorena Comparato
Apesar da crescente empatia que parte do público demonstra ter por Elize ao longo dos anos nas redes sociais, Montes foi categórico sobre a responsabilidade de manter a gravidade do assassinato evidente na tela.



