Num país considerado sem memória, a Globo tem dado um passo importante ao reconhecer o talento e a importância de artistas que ajudaram a pavimentar o sucesso da emissora e a construir a história da teledramaturgia brasileira. Nessa semana, o autor Aguinaldo Silva, as atrizes Elizabeth Savalla, Gloria Menezes e Suely Franco, entre outros profissionais, receberam uma estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo.
A iniciativa denota um respeito que esses ícones televisivos merecem, mas, muito além de cerimônias pomposas, a melhor homenagem que um artista veterano pode receber é continuar recebendo convites para trabalhar. Com o passar dos anos, as oportunidades tendem a diminuir consideravelmente para boa parte dos atores, e muitos roteiristas e diretores têm sua experiência preterida em nome de uma renovação. Claro que apostar em novos talentos é essencial para manter a teledramaturgia viva e pulsante, porém, não se pode admitir que profissionais sejam aposentados compulsoriamente por conta da idade.
Atualmente, são inúmeros os exemplos de artistas que pararam de ser solicitados desde que envelheceram: Irene Ravache, Patricia Pillar, Vera Fischer, Louise Cardoso, Cristiana Oliveira, Leonardo Vieira, Marcelo Faria, além dos autores Alcides Nogueira e Carlos Lombardi. O que explica a ausência de profissionais com trajetória consagradas na TV?



