As autoridades do Irã ameaçaram, nesta segunda-feira (12), destruir centros de dados de inteligência artificial (IA) e cabos submarinos no Golfo Pérsico caso os Estados Unidos retomem os ataques contra o país. Segundo Teerã, os americanos possuem instalações de grande valor estratégico na região do Estreito de Ormuz que ainda não foram atingidas.
O chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou, em declarações divulgadas pela emissora iraniana Press TV, que esses ativos foram poupados durante os confrontos anteriores, mas poderão se tornar alvos em uma nova ofensiva.
“Esses ativos extremamente valiosos não foram incluídos entre os alvos a serem atacados”, declarou, antes de alertar para uma possível mudança de estratégia.
“Se esta guerra for retomada, muitos desses cabos e centros de dados, bem como instalações de inteligência artificial, serão destruídos”, afirmou.
Rezaei descreveu essas estruturas como parte do “pulso da economia americana na região”, destacando sua importância para as atividades econômicas e tecnológicas dos Estados Unidos.
Segundo o representante iraniano, o valor dos ativos ultrapassa US$ 2 trilhões (cerca de 1,7 trilhão de euros).
Irã afirma que ainda não mostrou todo seu poder militar
Durante as declarações, Mohsen Rezaei também afirmou que o Irã está preparado para utilizar novas capacidades militares caso seja novamente atacado pelos Estados Unidos.
O chefe do Conselho de Segurança Nacional ressaltou que Teerã “ainda não mostrou todas as suas cartas” e que o país mantém alternativas para responder a uma eventual retomada dos confrontos.
“Fizemos isso para termos um plano B, caso seja necessário. Se houver outro confronto, apresentaremos ao inimigo um plano muito mais abrangente”, declarou.
Trump descarta novos ataques antes das eleições
As ameaças iranianas surgem após veículos da imprensa americana noticiarem, na semana passada, que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, conhecido como Pentágono, estaria preparando novas operações militares contra o Irã.
O presidente americano, Donald Trump, no entanto, afastou essa possibilidade na quinta-feira (8), ao descartar novos ataques antes das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro.
A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar conjunta contra o Irã.
Em resposta, Teerã realizou ataques na região e bloqueou o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas utilizadas para o transporte internacional de petróleo.



