Ally, estilista, disse que o uso do app pode deslocar o tempo dedicado a assistir para a busca por informações sobre os títulos. “No final você acaba passando mais tempo lendo sobre os filmes e vendo trailer do que de fato vendo filmes”, afirmou.
Rita Couto, aposentada, comparou o hábito de acompanhar filmes hoje com a época em que o público recorria a publicações físicas. “Eu venho desde o século passado. Havia uma revistinha física, então você tinha a sinopse, tinha o diretor”, disse.
Rita afirmou que as recomendações também passavam por professores, organizadores do evento e críticos. “Os professores davam dica de diretor, o Leon Cakoff também, os críticos de cinema”, afirmou.
Luísa citou nomes que acompanha para buscar referências e listas de filmes. “Acompanhe, por exemplo, os críticos: Felipe Furtado, tem o Diego Quaglia do Twitter, enfim. E veja listas pra você ir atrás dos filmes”, disse.
Franchesco, estudante, disse ver um efeito positivo no interesse por cinema. “Mas no fim as pessoas estão vendo muito mais filme por causa disso. De algum jeito, se isso faz as pessoas se interessarem por cinema e por descobrirem coisas novas, eu acho que tá valendo”, afirmou.
Luísa disse que o debate sobre o uso do Letterboxd não deveria virar preconceito contra novos públicos. “Eu diria pra não ter preconceito, porque o cinema vive, a paixão pelo cinema vive”, afirmou.



