Mojtaba Khamenei, que sucedeu seu pai, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva contra o Irã, em 28 de fevereiro, não foi mais visto em público.
“A solução para os problemas da Umma [comunidade muçulmana] está na união, na amizade e na cooperação em prol do bem”, declarou em uma mensagem divulgada em seu portal, segundo a agência francesa AFP.
“Quem quer que seja, independentemente do cargo que ocupe, que faça algo que provoque divisão entre os muçulmanos e crie conflitos dentro da comunidade muçulmana, sabendo ou não, de forma voluntária ou involuntária, terá servido aos objetivos dos inimigos do Islã”, afirmou.
Khamenei pediu aos líderes dos países da região que “reconheçam o verdadeiro inimigo, compreendam seu plano e o combatam”, classificando os Estados Unidos e Israel como inimigos de todos, e não apenas do Irã.
Em resposta à ofensiva israelense e americana, o Irã atacou países aliados de Washington na região, entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Catar e Bahrein.
Desde então, as relações de Teerã com as capitais da região se deterioraram.
Khamenei, que tem a palavra final sobre as principais diretrizes do Irã, voltou a pedir aos iranianos que deixem de lado suas divergências e se unam na luta contra os inimigos do país.
Ele afirmou que não se deve “permitir, de forma alguma, que surjam divergências” entre o povo iraniano.
Na sexta-feira, em uma declaração escrita anterior, havia afirmado que era proibido “fazer qualquer coisa” que prejudicasse a coesão social.
Ele também defendeu a “desdolarização” gradual da economia iraniana e o fortalecimento da produção para reanimar a economia.
O Irã está há meses sob um bloqueio naval americano e há décadas enfrenta sanções internacionais, que os Estados Unidos anunciaram, na segunda-feira, que seriam endurecidas.
Além de atacar interesses americanos na região, o Irã também reagiu à ofensiva israelense e americana bloqueando o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto dos produtos petrolíferos consumidos no mundo.
O bloqueio aumentou os temores de uma crise em uma economia global já afetada pelas consequências da guerra da Rússia contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
A guerra no Oriente Médio deixou milhares de mortos em seis meses, em uma região marcada por conflitos crônicos, como o conflito entre Israel e Palestina.
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