Luciana Malavasi representa o Brasil em festival de cinema em Montreal


Por Flávia Viana

A cineasta Luciana Malavasi leva o cinema brasileiro ao Fantasia International Film Festival, um dos mais importantes eventos dedicados ao cinema fantástico e de gênero, realizado entre os dias 16 de julho e 3 de agosto, em Montreal, no Canadá. Seu filme “O Novo Corpo” é o único curta-metragem brasileiro selecionado para a 30a edição do festival e integra a mostra Born of Woman, dedicada exclusivamente a obras dirigidas por mulheres.

A seleção coloca a diretora ao lado de outras oito cineastas de diferentes países em uma categoria que reúne produções experimentais, autorais e de forte impacto. Além de “O Novo Corpo”, apenas outros dois filmes brasileiros participam da programação: um longa produzido por Rodrigo Teixeira e um longa de animação dirigido por uma cineasta brasileira. O curta de Luciana também concorre ao prêmio de Melhor Curta-Metragem do festival.

Cineasta Luciana Malavasi leva o cinema brasileiro ao Fantasia International Film Festival

Imagem: Caio Oviedo

“O Fantasia é um dos festivais mais importantes do cinema de gênero no mundo. Ter um filme brasileiro ali, especialmente sendo o único curta do país na programação, mostra que essa história consegue dialogar com públicos muito além das nossas fronteiras. É um reconhecimento que fortalece não apenas o filme, mas também o cinema brasileiro”, afirma Luciana.

Para a diretora, integrar uma mostra formada exclusivamente por mulheres tem um significado ainda mais especial. “Eu nunca vivi essa experiência. Normalmente, nos festivais de cinema de gênero, sou uma das poucas diretoras presentes. Dessa vez, vou dividir a sala de exibição com outras oito mulheres dirigindo filmes do mesmo nicho. É muito simbólico e muito bonito ocupar esse espaço ao lado delas.”

Após estrear no Festival de Sitges, na Espanha, “O Novo Corpo” segue ampliando sua trajetória internacional. O curta aborda a violência contra corpos vulneráveis a partir de uma narrativa fantástica e já foi selecionado também para o Circuito Sesc São Paulo. “É um tema universal, que atravessa diferentes culturas. Quando um filme brasileiro consegue esse alcance internacional, ele volta para o país ainda mais fortalecido”, conclui a cineasta.

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Imagem: Divulgação





Fonte: Uol

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