Luiz Carlos Barreto foi um dos expoentes do Cinema Novo. Conhecido pelo lema “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, o movimento revolucionou o cinema nacional nas décadas de 1960 e 1970 com a proposta de retratar a realidade do Brasil mesmo com baixo orçamento e a dominação dos blockbusters americanos nas salas de cinema.
Nascido em 1928, começou a carreira como jornalista. No entanto, nos anos 1950, se mudou para Paris para acompanhar sua futura esposa, Lucy, que havia recebido uma bolsa de estudos de piano. Lá, usou a carteira de jornalista para visitar estúdios de cinema e conhecer os bastidores da profissão: “Foi a minha faculdade de cinema”, disse ao jornal O Globo em 2023.
Foi diretor de fotografia de “Vidas Secas” (1963) e “Terra em Transe” (1967). Os títulos, respectivamente dirigidos por Nelson Pereira dos Santos e Glauber Rocha, estão entre as maiores obras do cinema nacional.
Seus trabalhos mais conhecidos são como produtor. Ao lado de Lucy Barreto, fundou em 1963 a L.C. Barreto Produções Cinematográficas, através da qual fez filmes como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), dirigido por seu filho Bruno Barreto.
Luiz Carlos Barreto era casado com Lucy Barreto desde 1954. Eles tiveram três filhos: Paula, Fábio e Bruno Barreto. Todos se tornaram cineastas: Fábio dirigiu “O Quatrilho” (1995) e “Lula, o filho do Brasil” (2009) e Paula é produtora, hoje à frente da empresa familiar. O casal tem nove netos, e todos já trabalharam na produtora L.C. Barreto.



