NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) – Durante a saída das delegações da plenária da ONU, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se aproximou do presidente Lula (PT), mas não o alcançou.
O quase encontro aconteceu após os discursos dos presidentes Donald Trump e Lula, quando grande parte da plenária da Assembleia Geral da ONU se esvaziou. Entre as delegações que deixaram o local estiveram as do Brasil e dos EUA.
Rubio, que acompanhou apenas o discurso de Trump, chegou a se aproximar de Lula e fez um gesto indicando que pretendia falar com o brasileiro. O chefe da diplomacia americana, porém, não conseguiu alcançar o presidente antes de sua saída. Na sequência, o chanceler Mauro Vieira fez um sinal para o chefe da diplomacia americana.
Trump e Lula não se encontraram nos bastidores da ONU neste ano -diferentemente do que ocorreu no ano passado, quando trocaram um abraço e conversaram brevemente. O americano disse que houve uma “química exclente” com o seu homólogo brasileiro. Aquele contato marcou uma mudança na relação entre os dois governos e abriu caminho para a retomada das negociações entre Brasil e EUA.
Neste ano, os dois líderes chegaram à Assembleia Geral em meio a um novo período de tensão diplomática. O governo Trump adotou medidas contra o Brasil, como a imposição de tarifas e a revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti.
Também diferente do ano passado, o presidente Trump não citou o Brasil, apesar de ter ameaçado usar força militar “se necessário” na América Latina e citado o fato que, desde que voltou a Casa Branca, passou a designar cartéis como terroristas -entre eles, estiveram CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital).
Já Lula, no discurso que antecedeu Trump, não mencionou nominalmente os EUA, mas fez referências constantes ao país, como, por exemplo, chamando-o de “maior potência militar do mundo” que pratica ingerências na América Latina e no Caribe.
Também falou do tarifaço imposto, em julho, pelo governo Trump. “Apesar do tarifaço contra nossa economia, este ano bateremos novo recorde de exportações”, disse Lula. O brasileiro criticou as tentativas de interferência no processo eleitoral e na maneira de combater o crime organizado na região, além de práticas como as tarifas econômicas e as ameaças ao método de pagamentos instantâneos Pix.
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