Médico de Matthew Perry diz que era traficante, não um profissional da saúde



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Salvador Plasencia, um dos médicos condenados por fornecer cetamina ao ator Matthew Perry apresentou recurso à Justiça dos Estados Unidos dizendo que atuava como traficante de drogas, e não como médico, quando vendeu a substância ao artista conhecido por seu papel no seriado “Friends”.

A estratégia busca reverter parte da pena aplicada ao profissional, condenado por seu papel no esquema que antecedeu a morte de Perry, em 2023.

Plasencia afirma que o juiz considerou de forma equivocada que ele abusou de uma posição de confiança ao fornecer cetamina ao ator. A defesa sustenta que Perry não o procurava para tratamento médico legítimo, mas sim como uma fonte de acesso à droga, o que afastaria a caracterização de uma relação médico-paciente.

Os advogados de Plasencia também argumentam que sua atuação foi mais semelhante à dos demais envolvidos no esquema de distribuição da substância do que à de um profissional de saúde exercendo a medicina. No recurso, eles contestam ainda agravantes aplicadas durante a sentença, incluindo acusações de que o médico teria alterado registros durante as investigações.

O caso levou à condenação de outras pessoas ligadas ao fornecimento de cetamina ao ator. Entre elas está Jasveen Sangha, apontada pelas autoridades como uma importante distribuidora da droga e condenada a 15 anos de prisão. Também foram responsabilizados o também médico Mark Chavez, o ex-produtor e conselheiro de reabilitação Erik Fleming e o ex-assistente pessoal de Perry, Kenneth Iwamasa.

Plasencia afirma ainda ter recebido punição mais severa do que a aplicada a outros réus do processo. Com o recurso, ele busca que a condenação seja reavaliada e que sua pena, atualmente fixada em 30 meses de prisão, seja reduzida por meio de uma nova análise da sentença.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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