Uma mulher que tinha uma espinha crescendo há cerca de um ano descobriu que o problema era causado por dois parasitas vivos dentro do seu corpo. O caso inusitado aconteceu na China.
De acordo com o jornal South China Morning Post (SCMP), a alteração na pele surgiu há aproximadamente um ano no braço da paciente e continuou aumentando sem parar. A aparente espinha acabou atingindo o tamanho de um ovo de codorna.
A paciente, identificada apenas pelo sobrenome Wang, contou que foi a forte dor que começou a sentir que a levou a procurar atendimento médico na cidade de Shenzhen.
Segundo os relatos, os médicos detectaram os vermes, identificados como do tipo Sparganum, um parasita encontrado com relativa frequência em pessoas que mantêm hábitos de vida pouco saudáveis, informou o SCMP.
Além das rãs, também há o vinho de cobra e o sangue de porco
Wang explicou que costumava cozinhar rãs em casa e as abatía na mesma tábua de corte utilizada para preparar outros alimentos consumidos crus ou sem necessidade de cozimento. De acordo com os médicos responsáveis pela cirurgia, tanto a tábua quanto as facas usadas no preparo desses animais podem ter sido contaminadas pelas larvas.
“Ao contrário de outros parasitas, os Sparganum não se desenvolvem até a fase adulta dentro do corpo humano. Em vez disso, eles apenas migram entre diferentes tecidos”, explicou um médico do hospital de Shenzhen.
“Eles podem se alojar no tecido subcutâneo, nos músculos, nos olhos, no tórax, no cérebro e nas vísceras. O sintoma mais comum é o aparecimento de nódulos sob a pele”, acrescentou o especialista, alertando para a importância de evitar que as cozinhas se tornem ambientes propícios à contaminação por parasitas.
Vale destacar que, segundo a publicação, diversos casos envolvendo parasitas em seres humanos têm ganhado destaque recentemente na China. Em abril, outro caso chamou atenção quando um parasita de oito centímetros foi removido do cérebro de uma mulher que apresentava problemas de saúde sem causa aparente.
Ela suspeitava que a infecção tivesse sido provocada por uma combinação de hábitos de alto risco, como colocar uma perna de rã crua em uma cavidade dentária para aliviar uma dor de dente ou consumir vinho medicinal de cobra, produzido a partir de cobras inteiras — algumas delas venenosas. Os animais são colocados em vinho de arroz ou álcool para a produção da bebida.
Já em maio, outro parasita foi retirado do cérebro de um homem. O verme media cerca de cinco centímetros, e o paciente relatou que costumava beber água não tratada e, ocasionalmente, consumir sangue de porco cru.
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