O professor Rajendra Dawadi é visto como um herói no Nepal depois que sua rápida ação ajudou a salvar a vida de 1.600 crianças.
Segundo o Daily Mail, o professor já estava na escola onde leciona, a Escola Secundária Tribhuvan Trishuli, junto com outros 900 alunos, quando recebeu uma ligação de um amigo avisando que a vila onde morava, localizada a alguns quilômetros de distância, havia sido devastada pela força das águas.
Depois disso, um familiar avisou que a água chegaria a qualquer momento à escola, onde eram esperadas outras 700 crianças, que estavam a caminho a pé ou em ônibus.
Sabendo o que os avisos do amigo e da família significavam, o diretor da escola, de 47 anos, tratou de ligar para os motoristas dos ônibus escolares, pedindo que seguissem por outro caminho.
Quando conseguiu falar com o último motorista, a água já estava chegando à escola. Foi nesse momento que percebeu que precisava agir para salvar todos que estavam na instituição.
“Uma menina teve um ataque de pânico, então a coloquei na parte de trás de uma moto. Mandei as outras crianças subirem a colina a pé”, contou o professor, afirmando que todos começaram a correr.
Com sua rápida ação, o homem conseguiu salvar cerca de 1.600 estudantes e passou a ser visto como um herói no país.
Já uma professora de história, de 32 anos, que naquele dia havia chegado mais cedo à escola para dar aulas extras, foi arrastada pela correnteza.
Vale lembrar que o balanço provisório da enxurrada que atingiu, na quarta-feira, a região do Nepal na fronteira com a China subiu para 797 mortos e 3.048 desaparecidos nos dois territórios.
Segundo as autoridades nepalesas, há pelo menos 239 feridos, e as equipes de resgate conseguiram salvar 8.730 pessoas. No quinto dia das operações, mais de 19.800 agentes do Exército e das forças policiais estão envolvidos nos trabalhos.
Nas usinas hidrelétricas, especificamente, acredita-se que cerca de mil trabalhadores estejam presos.
Desde que a tragédia atingiu essa região do Himalaia, os números vêm sendo atualizados várias vezes por dia, em alguns casos com diferença de apenas algumas horas, devido às dificuldades enfrentadas nas operações de resgate e nas comunicações.
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