Trump anuncia suspensão de ataques após perspectiva de novo acordo



O presidente norte-americano acrescentou em uma publicação na Truth Social, rede social que pertence a ele, que o acordo em vias de ser concluído “incluirá a ABERTURA IMEDIATA, COMPLETA E TOTAL DO ESTREITO DE ORMUZ e o fim da ameaça nuclear do Irã”, em letras maiúsculas, como costuma fazer.

“Com base nesse pedido, concordei, para o benefício futuro do MUNDO e, da mesma forma, para a sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível chegar rapidamente a um ACORDO”, acrescentou.

Segundo Trump, Israel concordou em se juntar aos Estados Unidos no compromisso de tentar concluir o acordo com o Irã para pôr fim à guerra.

Pouco antes do anúncio do chefe de Estado norte-americano, o veículo de comunicação Axios — que frequentemente recebe informações da Casa Branca de fontes sob anonimato — revelou que o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, líder de fato do reino, manifestou a Trump neste sábado preocupações sobre uma possível escalada do conflito com o Irã por parte dos Estados Unidos, em uma ligação telefônica, segundo uma fonte a par da conversa entre os líderes.

A conversa ocorreu em um momento em que Trump avaliava se deveria ou não realizar novos ataques contra o Irã, segundo a imprensa norte-americana.

Os sauditas, de acordo com a fonte anônima da Casa Branca, demonstraram preocupação com a possibilidade de que, caso os Estados Unidos atacassem as infraestruturas energéticas do Irã ou realizassem ataques em larga escala contra outras infraestruturas estratégicas, Teerã pudesse responder com ataques às infraestruturas energéticas do reino e de outros países do Golfo.

O príncipe herdeiro teria buscado esclarecimentos de Trump sobre quais novas medidas ele estava considerando tomar contra o Irã, revelou a fonte.

Outro funcionário da Casa Branca, que não estava autorizado a comentar o assunto, confirmou que os líderes conversaram no sábado, mas não forneceu detalhes sobre o conteúdo da conversa, informou a agência Associated Press (AP).

No início da semana passada, a Arábia Saudita se juntou aos Estados Unidos em um ataque contra vários alvos utilizados por milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, ao mesmo tempo em que vem pedindo a Washington e Teerã que voltem à mesa de negociações para encontrar uma solução para o conflito, que já dura há mais de cinco meses.

O príncipe herdeiro também enviou seu irmão, o ministro da Defesa saudita Khalid bin Salman, a Washington no início da semana passada para reuniões separadas com Trump e com o vice-presidente, JD Vance, para discutir a estratégia em relação ao Irã.

Os riscos da continuidade da ação militar dos Estados Unidos são altos para Trump e para o Partido Republicano, que enfrentam eleições de meio de mandato decisivas em novembro.

Trump prometeu tomar medidas de retaliação depois que as Forças Armadas norte-americanas frustraram, no início da semana passada, um ataque surpresa do Irã contra uma base dos Estados Unidos na Jordânia.

O presidente afirmou a jornalistas na última sexta-feira que os Estados Unidos “só querem vencer” no Irã e atacariam “com toda a força” até que a República Islâmica não conseguisse mais resistir.

No sábado, o Departamento de Estado dos EUA emitiu novos alertas de segurança para cidadãos norte-americanos em dez países da região, recomendando que redobrassem a cautela devido à escalada das tensões com o Irã.

Os alertas — que abrangem Bahrein, Israel, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — recomendaram que cidadãos norte-americanos se preparassem para a possibilidade de cancelamentos de voos, fechamentos temporários do espaço aéreo e outras interrupções nas viagens.

Leia Também: Jovem de 22 anos morre presa em máquina de lavanderia na Espanha



Fonte: Notícias ao Minuto

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *