Valentina Herszage estrela nova série médica e celebra ‘olhar brasileiro na trama’


(FOLHAPRESS) – Uma sirene toca, a equipe entra na ambulância e, em poucos minutos, o cenário muda completamente. Em vez dos corredores conhecidos de um hospital, o atendimento pode acontecer em uma casa, na rua ou em qualquer outro lugar onde alguém precise de socorro. É nesse ritmo de urgência, mas sem deixar de olhar para quem está por trás dos uniformes, que “Emergência 53” chega ao Globoplay em 20 de agosto.

A nova série médica, criada pelos mesmos nomes de “Sob Pressão”, acompanha a rotina de profissionais que trabalham em uma unidade móvel de emergência. A produção aposta nos atendimentos de urgência, nos procedimentos médicos e na adrenalina característica do gênero.

Para Valentina Herszage, que interpreta a enfermeira Manuela Bastos, a produção também ganha um diferencial por apresentar esse universo a partir de uma perspectiva próxima do público. Sua personagem é uma das recém-chegadas à equipe e funciona, segundo a atriz, como uma espécie de porta de entrada para a história.

“A série se inicia através dessa chegada dela, desse olhar novo. Eu acho que, para o público, é muito legal, porque é como se o público chegasse junto com ela, conhecendo essas pessoas que já estão ali há muitos anos”, afirma.

Manuela integra o trio de enfermeiros que está no centro da trama. Embora compartilhem a mesma profissão, os personagens têm trajetórias e objetivos diferentes. Essa diversidade foi um dos aspectos que mais interessaram a Valentina durante a construção da personagem.

“São três personagens, os três são enfermeiros com motivações completamente diferentes. A Vanessa, por exemplo, tem o sonho de se tornar médica. A Manu não. Ela é enfermeira porque quer ser enfermeira, e isso também existe”, diz.

A atriz conta que se aprofundar no universo da enfermagem foi uma das experiências mais marcantes do trabalho.

“A enfermagem é um universo muito fascinante. Poder me aprofundar assim foi muito, muito legal, muito inspirador.”

Para viver a rotina da personagem, o elenco passou por uma preparação que envolveu o aprendizado de procedimentos e o convívio com profissionais acostumados à pressão dos atendimentos de emergência. O treinamento incluiu, entre outras técnicas, o uso do desfibrilador e procedimentos como a massagem cardíaca.

Mas o principal aprendizado, segundo Valentina, não esteve apenas nos conhecimentos técnicos. A convivência com pessoas que enfrentam situações-limite todos os dias também ajudou a mudar a percepção dos atores sobre a urgência.

“No início da preparação, a gente tinha uma ansiedade, uma urgência. E, só de conviver com Márcio e com essas pessoas, você vê como são pé no chão, como são pessoas concentradas, com presença, mas sem afobação, porque, no fim das contas, é o dia a dia deles”, afirma.

OLHAR BRASILEIRO
Em meio à grande quantidade de séries médicas que já conquistaram o público, Valentina acredita que “Emergência 53” encontra sua identidade justamente na combinação entre os atendimentos e o desenvolvimento emocional dos profissionais que conduzem cada caso.

“O público está com uma expectativa muito grande. É uma série médica, vai ter tudo que o público espera de uma série médica: atendimentos, palavras dificílimas, nome de remédio, toda a adrenalina do atendimento médico que as pessoas já viram em todas as séries que amam”, diz.

O que muda, na visão da atriz, é a maneira como esse universo é atravessado pelas histórias pessoais dos personagens e por uma abordagem ligada à realidade brasileira.

“Acho que o diferencial, que é o que a gente tem nessa nossa história, é o lado humano desses personagens”, afirma. “Tem atendimento médico, mas tudo que é emoção e humano, todo o drama pessoal que a pessoa está passando, está muito na tela.”

Valentina celebra justamente esse recorte da produção. Para ela, a série traz elementos conhecidos pelo público, mas apresentados por um elenco e personagens que carregam experiências próprias.

“Tem um olhar brasileiro na trama”, diz a atriz, que vê na construção dos personagens uma das maiores forças da produção.

FORA DO HOSPITAL
Um dos responsáveis pela direção, Andrucha Waddington aponta que a mudança constante de cenário também foi um dos maiores desafios da produção.

“O maior desafio realmente foi esse ineditismo de você falar de uma série médica voltada para o atendimento, onde a gente está fora do hospital, onde o ambiente muda a cada episódio”, afirma.

Em uma série hospitalar tradicional, o espaço costuma funcionar como um elemento permanente da narrativa. Em “Emergência 53”, cada chamado pode levar os personagens para um lugar diferente.

“A partir do momento em que isso fica mutável, a cada episódio você tem que fazer uma nova matemática, uma nova conta”, diz o diretor. “E isso trouxe muitas coisas incríveis para a gente.”

A dinâmica também ajuda a transformar os casos médicos em novas possibilidades dramáticas. Enquanto o trabalho dos profissionais segue uma rotina de urgências, o ambiente ao redor nunca é exatamente o mesmo.

Waddington também destaca o trabalho coletivo por trás da produção. Segundo ele, a direção foi construída de forma compartilhada.

“A gente dirigiu a oito mãos”, afirma.

A série ainda conta com uma participação especial de Fernanda Montenegro, que, segundo o diretor, levou ao projeto a mesma dedicação que marca sua trajetória.

“A dona Fernanda é uma fanática pelo ofício dela. Ela é uma devota do ofício, é uma força da natureza. É um prazer e uma honra ter ela com essa participação especial na série.”

PESSOAS COMUNS, HERÓIS IMPROVÁVEIS
Outro eixo da história passa pela coordenadora Irene, interpretada por Yara de Novaes. Idealista e apaixonada pelo que faz, a personagem se tornou uma figura com a qual a atriz diz se identificar.

“Eu tenho uma alegria, um orgulho muito grande de ter sido escolhida para fazer a Irene, porque eu acho que, assim como ela é uma idealista, eu fui uma pessoa que muito cedo escolhi fazer teatro na vida”, afirma Yara.

A atriz, hoje com 60 anos, lembra que entrou no audiovisual depois dos 53. A trajetória tardia diante das câmeras, segundo ela, também contribuiu para a relação que construiu com a personagem.

“Eu abri essa porta do audiovisual depois dos 53 anos. Eu penso que a Irene é uma personagem muito apaixonada, muito idealista. De alguma maneira, eu me identifico com ela.”

Na trama, Irene acredita na possibilidade de transformar pessoas comuns em profissionais capazes de enfrentar situações extremas.

“A premissa da Irene é salvar vidas, e ela vai fazer isso. Ela pega essas pessoas comuns e coloca no lugar dos heróis, porque são pessoas corajosas, abnegadas”, diz.

A ideia de acompanhar pessoas comuns colocadas diante de situações extraordinárias também atravessa o restante da série. Os profissionais precisam lidar com decisões rápidas e vidas que dependem de poucos minutos, enquanto carregam para dentro da ambulância suas próprias dúvidas, traumas e conflitos.

“Emergência 53” estreia com seus cinco primeiros episódios em 20 de agosto. Os outros cinco capítulos chegam ao catálogo uma semana depois, no dia 27.

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Folhapress | 08:15 – 14/08/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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