Inscrição abre um precedente para o Vaticano na história do Oscar, mas não funciona como “representação” oficial. Diferentemente da categoria de filme internacional, curtas não precisam de endosso formal de governo ou de comitê nacional para entrar na corrida.
Documentário acompanha o italiano Giacomo Mattivi, que vive com distrofia muscular de Duchenne. Ele enfrenta a vida após a morte do irmão, Mattia, e busca força na comunidade e na natureza ao redor.
Filme é ambientado nas Dolomitas, cadeia montanhosa dos Alpes no norte da Itália, e é descrito como um retrato sobre independência e apoio coletivo. Materiais de divulgação caracterizam a obra como uma reflexão sobre o espírito humano e o papel transformador da comunidade diante da adversidade.
Paolo Ruffini, chefe do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, defendeu a decisão de levar o curta ao processo do Oscar. “A história de Giacomo merece ser conhecida por todos, e por isso estamos felizes com a oportunidade de incluir ‘Green Lava’ no processo de inscrição ao Oscar”, afirmou, em comunicado à Variety.
Quem está por trás do filme
“Green Lava” é dirigido por Lia Beltrami e Ali Aksu e foi produzido pela empresa de Beltrami, a Emotions to Generate Change. O projeto foi feito em colaboração com Vatican News, Radio Vaticana e Vatican Media, braços de comunicação ligados ao Vaticano.

