O cineasta contou que trabalhou no projeto por quatro anos e relatou a experiência de conviver com personagens ligados ao movimento no Corinthians. “Para quem teve a oportunidade de conviver não somente com Sócrates, mas com Vladimir, com o Casão, com o Zé Maria, com todos os jogadores da Democracia Corintiana, foi uma experiência bastante única”, disse. Ele completou: “Foram quatro anos de trabalho, e tudo isso faz sentido nessa noite”.
Os dois primeiros episódios foram exibidos na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e, segundo a organização do evento, ainda estão em fase de finalização. A sessão reuniu convidados ligados ao Corinthians e familiares de Sócrates, incluindo Raí, que participou da apresentação ao público.
A série foi dividida em cinco episódios. Os dois primeiros abordam a mudança da família de Sócrates do Pará, a adolescência, a entrada no futebol e na faculdade de Medicina, e a chegada do jogador ao Corinthians, em São Paulo, em 1977, com a adaptação e a participação na luta pela Democracia Corinthiana.
Ao comentar o significado do movimento hoje, Salles disse que a Democracia Corinthiana precisa ser revisitada. “A Democracia Corinthiana, ela não pode ser conjugada no passado, ela tem que ser conjugada no presente, na sua capacidade de refletir aquilo que é desejo, que é um desejo coletivo, na sua capacidade de interferir na realidade, propondo coisas”, afirmou. Para ele, “lutar pela liberdade, pela democracia” é um movimento “duradouro” que “precisa ser reavaliado de tempos em tempos”.


