A experiência ajuda a explicar um fenômeno que ganhou força: produções turcas encontraram no Brasil não apenas espectadores, mas comunidades de fãs —que fazem até mutirão para legendar séries inéditas no país— e um mercado.
Na América Latina, a expansão começou ainda nos anos 2010. No Brasil, Band e Record exibem produções turcas, enquanto Netflix, Globoplay, Prime Video, YouTube e outras plataformas oferecem títulos do país.
Até a Globo, gigante das telenovelas brasileiras, passou a comprar títulos como “A Sonhadora”, que está no catálogo do Globoplay. Desde julho, passou a reeditar produções turcas para o formato vertical, como “O Fruto Proibido”, e a comprar outras já adaptadas a esse formato, como “Conquistada Pelo Inimigo”, voltado ao consumo pelo celular.
Desde 2015, quando a Band exibiu “Mil e Uma Noites”, as chamadas “dizis” passaram a ocupar espaço na televisão aberta e, mais recentemente, em serviços de streaming e plataformas digitais.
Segundo a Band, as produções turcas exibidas pela emissora desde 2015 já alcançaram mais de 132 milhões de espectadores —o número é o alcance acumulado informado pela própria empresa.
A expansão é global. Segundo o Ministério da Cultura e Turismo da Turquia, as séries do país chegam a cerca de 170 países e a quase 1 bilhão de espectadores.



