O filme estreou no Festival de Cinema de Veneza, onde recebeu uma longa ovação de pé e críticas amplamente favoráveis. Gibney revisita a carreira e a vida de Musk, nascido na África do Sul, desde os anos em que atuou como empresário no Vale do Silício, no início dos anos 2000, até se tornar o primeiro trilionário do mundo.
O documentário também aborda sua vida pessoal, incluindo a infância difícil e os 14 filhos conhecidos que teve com diferentes mulheres.
A revista especializada Variety classificou a obra como um “retrato devastador”. Já o site Deadline afirmou que o documentário, descrito como “arrasador”, retrata Musk como “mesquinho, narcisista, megalomaníaco e cruel”.
A carta adverte não apenas Gibney e a Jigsaw, mas também todos os envolvidos no lançamento do filme. Dentre eles a HBO, a Bleecker Street e a Universal.
A Jigsaw Productions respondeu em comunicado ao The Hollywood Reporter que o escrutínio de figuras públicas poderosas é protegido pela Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos. Trata-se de algo que todos os americanos deveriam defender, “inclusive os associados de Elon Musk, que se autoproclamou um ‘absolutista da liberdade de expressão'”, acrescentou o comunicado.
Os filmes de Gibney frequentemente investigam grupos poderosos, incluindo a Igreja da Cientologia, a corporação Enron e as disputas de espionagem entre Israel e Irã. Ele ganhou o Oscar de melhor documentário por “Taxi to the Dark Side”, que examina as práticas de interrogatório do Exército dos Estados Unidos no Afeganistão.


