Fernanda Montenegro: o cinema flagra a eternidade de uma atriz em ação


Como retratar uma entidade da cultura brasileira sem cair no pedestal inalcançável? Em “Fernanda”, documentário de Pedro Waddington (produção da Conspiração com a NBCUniversal, que estreia até o fim do ano no Universal+, mas foi exibido tanto no Festival do Rio, quanto na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo), a resposta vem pelo suor. Prestes a completar 100 anos de vida e mais de 80 de carreira, Fernanda Montenegro é filmada como uma operária da arte em permanente construção, cuja biografia é indissociável do ofício. Como ela mesma define, “todos os filmes que eu fiz eram atos de fé”.

Em vez de seguir uma cronologia tradicional, o longa se ancora no presente, acompanhando os bastidores de dois trabalhos recentes: “Vitória”(2025) e “Velhos Bandidos” (2026), para então revisitar seu impacto no teatro, cinema e TV. No set, ela se joga de corpo e alma e discute cada nuance de cena, mas a exaustão física cobra seu preço e rende momentos de deliciosa sinceridade, como quando crava: “Nunca mais vou filmar na minha vida”. É a humanidade furando o mito.

Os veteranos Ary Fontoura e Fernanda Montenegro são protagonistas em ‘Velhos Bandidos’ Imagem: Paris/Divulgação



Fonte: Uol

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