Uma bebida para relaxar? Entenda o que acontece com o seu coração


Depois de um dia difícil no trabalho ou de uma rotina cheia de compromissos, encontrar uma maneira de relaxar pode ser importante para reduzir o estresse. Mas, se a estratégia escolhida for beber uma taça de vinho ou outra bebida alcoólica, o efeito sobre o organismo pode ser diferente do esperado.

“Recorrer à bebida quando se está em estresse pode ser particularmente prejudicial para a saúde do coração”, afirmou a cardiologista Heather Shenkman ao EatingWell.

Embora alguns estudos apontem efeitos limitados do consumo moderado de álcool sobre a saúde cardiovascular, o excesso está associado ao aumento do risco de diferentes problemas cardíacos.

Pode aumentar a pressão arterial

O álcool pode elevar a pressão arterial, e não é necessário consumir grandes quantidades para que isso aconteça.

“O álcool pode aumentar a pressão arterial, o que sobrecarrega o coração e os vasos sanguíneos”, explica Shenkman.

Segundo a cardiologista, o impacto pode se acumular ao longo do tempo.

“Com o tempo, a pressão arterial elevada pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares, tornando-se um fator importante a ser considerado quando se trata da saúde do coração a longo prazo.”

De maneira geral, quanto maior o consumo de álcool, maior tende a ser o risco para a saúde cardiovascular.

Pode provocar alterações no ritmo do coração

Beber uma dose durante uma refeição é diferente de consumir várias bebidas em um intervalo curto de tempo.

O excesso de álcool em poucas horas pode aumentar o risco de fibrilação atrial, um tipo de arritmia caracterizado por batimentos cardíacos irregulares.

“Na cardiologia, temos um termo chamado ‘coração de férias’, que se refere a ritmos cardíacos anormais, mais comumente à fibrilação atrial, que pode ocorrer após o consumo excessivo de álcool em um curto período de tempo”, afirma o cardiologista Adedapo Iluyomade.

Entre os sintomas mais comuns estão falta de ar, tontura, sensação de vertigem e batimentos rápidos ou irregulares.

Além do desconforto, a fibrilação atrial também está associada a maior risco de acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e demência.

Consumo prolongado pode danificar o músculo cardíaco

Aumentos repentinos da pressão arterial e alterações no ritmo do coração podem aparecer pouco depois do consumo excessivo de álcool.

Quando o hábito se mantém por períodos prolongados, porém, o próprio músculo cardíaco pode sofrer danos.

É nesse contexto que pode surgir a chamada cardiomiopatia alcoólica.

O álcool e seus subprodutos tóxicos podem favorecer o estresse oxidativo e lesionar as células do coração. Com o tempo, o músculo cardíaco pode aumentar de tamanho, enfraquecer e perder eficiência para bombear o sangue pelo organismo.

Álcool também pode prejudicar o sono

Beber para ficar mais sonolento ou conseguir adormecer rapidamente não significa necessariamente ter um sono de melhor qualidade.

Pesquisas indicam que o consumo de álcool pode elevar a frequência cardíaca durante a noite, reduzir a variabilidade dos batimentos e diminuir o tempo total de sono.

Quando a frequência cardíaca permanece mais alta durante o descanso e a variabilidade diminui, o coração pode continuar trabalhando mais intensamente justamente no período em que deveria estar se recuperando.

Por isso, apesar da sensação inicial de relaxamento, o álcool pode interferir tanto na qualidade do sono quanto na recuperação cardiovascular durante a noite.

Algumas opções vistas como benéficas podem trazer efeitos indesejados, segundo o cardiologista Francesco Lo Monaco. Em entrevista ao The Mirror, o especialista revelou quais bebidas evita consumir, apesar da fama de “saudáveis”.

Notícias ao Minuto | 18:00 – 09/09/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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