Quando se fala em longevidade, os cuidados vão muito além da aparência física. A saúde do cérebro também tem papel fundamental no envelhecimento saudável e na manutenção da qualidade de vida.
Em entrevista à Forbes, o neurologista comportamental Dean Sherzai destacou o impacto que alguns hábitos cotidianos podem ter sobre o cérebro ao longo dos anos.
Segundo o especialista, não existe uma idade exata a partir da qual esses comportamentos precisam ser abandonados. O ideal, na verdade, seria evitá-los durante toda a vida. Ainda assim, a partir dos 50 anos, prestar atenção a eles pode se tornar ainda mais importante.
Veja três hábitos apontados pelo neurologista que podem prejudicar a saúde cerebral.
1. Fumar
Os danos provocados pelo cigarro não se limitam aos pulmões.
O tabagismo também pode afetar os vasos sanguíneos responsáveis por levar sangue ao cérebro, aumentando o risco de problemas vasculares e de comprometimento cognitivo.
“As toxinas presentes nos cigarros danificam os vasos sanguíneos que irrigam os bilhões de neurônios do cérebro”, explica Sherzai.
Manter uma boa circulação sanguínea é essencial para que o cérebro receba oxigênio e nutrientes adequadamente.
2. Consumir álcool em excesso
O consumo excessivo de álcool também pode trazer consequências para o funcionamento cerebral.
De acordo com o neurologista, beber em grandes quantidades e com frequência pode provocar danos ao cérebro e “aumentar o risco de declínio cognitivo”.
Com o avanço da idade, reduzir ou evitar o consumo excessivo pode ajudar a preservar a memória e outras funções cognitivas.
3. Levar uma vida sedentária
A falta de atividade física é outro hábito que pode comprometer a saúde cerebral.
Sherzai destaca que a prática regular de exercícios contribui para reduzir processos inflamatórios e oxidativos no organismo.
“O exercício físico regular também reduz a inflamação e os processos oxidativos, e a boa notícia é que você não precisa correr uma maratona para obter esses benefícios importantes”, afirma.
Segundo o especialista, cerca de 150 minutos semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada já podem trazer benefícios.
Entre as opções estão caminhada rápida, ciclismo, natação e aulas de dança, como Zumba.
Além de favorecer a saúde cardiovascular, a atividade física regular também contribui para uma melhor circulação sanguínea e para a preservação das funções do cérebro ao longo do envelhecimento.


